Diante do fato da desclassificação do futsal feminino lageano nos Joguinhos Abertos de Santa Catarina, a reportagem do ogoleador foi atrás de informações que explicassem o acontecido, o que aliás foi a primeira vez com um time de futsal da cidade na competição. Após as vitórias contra as equipes de Criciúma, por 3×1 e da goleada sobre de 5×0 contra Joinville, o futsal feminino de Lages, representado pelas Leoas da Serra, foi eliminado dos Joguinhos Abertos. Imediatamente após o término da partida contra Joinville, o treinador da equipe goleada entregou um documento na mesa: era um protesto contra a inscrição de três jogadoras de Lages, as atletas Mayara, Alice e Eduarda.

O Tribunal de Justiça Desportiva analisou o caso, que poderia render além da eliminação da competição, até dois anos de suspensão da modalidade dos Joguinhos, caso fosse constatada má fé. O que se verificou foi o seguinte: as Leoas da Serra, ao transferir as atletas, providenciou a realização de uma competição ainda em 2016, com as atletas defendendo o time lageano, que foi homologada pela Federação Catarinense de Futsal, que era um dos requisitos para a transferência. Além disso, a transferência da federação paranaense para a catarinense em si foi pedida ainda em dezembro de 2016, adentro do prazo legal. O problema foi que a federação paranaense não transferiu no ato do recebimento, tendo feito apenas em janeiro de2017. Assim, as atletas estavam inscritas pelas Leoas da Serra, e regulares para disputar o campeonato estadual, mas irregulares para a Fesporte, pois são sistemas distintos. Como as Leoas haviam tomado todas as providências no prazo legal, e as atletas inclusive jogaram as fases microrregional e regional dos Joguinhos sem que houvesse protesto, houve o descuido de verificar a data de transferência do Paraná para Santa Catarina.

Na defesa, Lages alegou boa fé, eis que as atletas efetivamente moram e estudam em Lages, diferente até mesmo da equipe de Joinville, que embora tendo transferido no prazo legal, contava com atletas que moram em Curitiba, e apenas jogam por Joinville. O Tribunal entendeu que não houve má fé por parte de Lages e das Leoas, e teve que acatar o protesto porque formalmente a transferência ocorreu só em janeiro de 2017, mas não puniu com a suspensão dos próximos anos, por entender que ninguém agiu com má fé.

Tivemos acesso aos documentos de pedido de inscrição e de homologação da competição de 2016 feito pelas Leoas, o que realmente comprova que houve um equívoco, assim como entendeu o Tribunal, mas sem má fé por parte dos dirigentes.

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